Os candidatos do Partido Socialista ao círculo de Faro, liderados por João Soares, apresentaram esta segunda-feira o programa regional do PS-Algarve para as próximas eleições legislativas, prometendo fazer da regionalização uma “batalha central”.
«Vencer dificuldades e prosseguir o caminho da modernização» é o lema dos candidatos à Assembleia da República, prestando contas à “agenda de mudança” proposta em 2005 mas reafirmando “a ambição e determinação de cumprir sempre” os seus compromissos.
A institucionalização da Região Administrativa do Algarve integra o quinto e último ponto do programa regional socialista mas será uma “batalha central”, garantiu o cabeça-de-lista, João Soares, que não põe de parte a hipótese de região-piloto.
“O Algarve tem pergaminhos que mais nenhuma região do país tem. A regionalização assume carácter instrumental, decisivo e prioritário, sendo uma batalha política em que vamos estar empenhados”, assumiu o político socialista.
O líder da lista socialista recordou que existe uma “coerência” no seu partido relativamente ao assunto, comparando-a com “a postura de outros adversários”, nomeadamente PSD e BE.
“Basta lembrar o discurso acrimonioso de Mendes Bota face à posição negativa de Manuela Ferreira Leite ou até as diferenças entre Francisco Louçã e a cabeça-de-lista do BE [Cecília Honório], que já se mostrou favorável à regionalização”, acrescentou.
Relançamento da economia, protecção do emprego e reforço da competitividade ocupam os dois pontos iniciais do programa regional socialista, defendendo um Programa Qualificação Emprego, a requalificação da EN 125 – “sem portagens na Via do Infante”, asseverou o líder do PS/Algarve, Miguel Freitas –, o arranque da obra do Hospital Central do Algarve em 2010, a modernização da linha férrea do Algarve e a concretização do Centro de Altos Estudos do Turismo e do Parque Tecnológico do Algarve.
Na área do apoio às famílias, solidariedade e coesão social, o PS/Algarve defende mais equipamentos sociais (lares, centros de dia, creches), a implementação na região de um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, políticas de reabilitação dirigidas a jovens e mais fogos a custo controlado.
Objectivo: cinco deputados
Sobre o facto de não ser algarvio, João Soares lembrou existir uma “ligação afectiva” (a mãe, Maria Barroso, nasceu no Algarve) e garantiu que “em circunstância alguma aceitaria ser imposto”. “Até agora, na campanha, não houve reacções negativas.”
“Aceitei o convite sem ambições de carácter regional, apenas com o intuito de servir a causa protagonizada pelo PS/Algarve, com determinação e seriedade. Vamos ser «advogados» empenhados do Algarve”, afirmou.
O líder regional, Miguel Freitas, frisou que a decisão de o secretário-geral, José Sócrates, indicar o cabeça-de-lista “não é questionável” uma vez que, explicou, é opção lavrada nos estatutos do partido.
“Foram avaliados vários cenários e João Soares foi uma escolha natural, com vasta experiência partidária e legislativa. Do outro lado, temos dois ilustres desconhecidos”, assinalou, numa referência implícita a PSD e BE.
Freitas considera esses dois partidos os rivais pela eleição do oitavo deputado. “O nosso objectivo passa por eleger cinco deputados mas temos de ser realistas e dizer que estamos a disputar o último deputado com PSD e BE”, reconheceu.
João Soares, Miguel Freitas, Isilda Gomes, Jamila Madeira, Hugo Nunes e Fernando Anastácio são os seis primeiros nomes da lista do PS pelo círculo de Faro.
