O Olhanense disse adeus à Taça de Portugal 2009/2010 ao cair na marcação de grandes penalidades (4-2) diante do Valenciano depois de um empate (1-1) após 120 minutos de um jogo equilibrado.
A equipa teoricamente mais fraca, que milita na III Divisão Nacional, recebeu um primodivisionário e portou-se muito bem durante o jogo, acabando por fazer «Taça» e tornar-se o primeiro tomba-gigantes desta edição da «prova-rainha» do futebol nacional.
Os algarvios repetiram o que tinham feito na época passada nesta prova – eliminados, então jogando em casa, por uma equipa de um escalão inferior, no caso o Atl. Valdevez, também nas grandes penalidades. Desta vez, Rui Duarte e Paulo Sérgio falharam as suas tentativas.
O Valenciano, mostrando personalidade diante de uma equipa com outros pergaminhos, começou a ameaçar a baliza de Ventura muito cedo, criando a primeira grande situação de perigo aos 11 minutos: Linhares atirou à barra na marcação de um livre directo.
A toada de equilíbrio no jogo manteve-se nos minutos seguintes, com Zequinha (16’ e 19’), Ricardinho (18’) e Tchocamar (26’) a proporcionarem vários momentos de perigo junto das duas balizas.
Nos últimos minutos da primeira parte, os forasteiros foram aparecendo mais na área contrária e, depois de uma tentativa de Paulo Sérgio, que obrigou Vítor Nuno a boa defesa (36’), o mesmo jogador conseguiu «conquistar» uma grande penalidade, em cima do intervalo, a qual foi convertida por Messi.
O recomeço voltou a evidenciar um Valenciano corajoso e mais perto do golo, que chegaria aos 57 minutos, por intermédio de Hélder Oliveira, num pontapé de «ressaca» à entrada da área, após um canto.
O jogo entrou depois numa fase mais morna e nem mesmo as substituições trouxeram mais dinamismo, embora as oportunidades tenham surgido para os algarvios, com o guarda-redes Vítor Nuno em evidência por duas ocasiões, parando remates de Guga (79’) e Messi (90’).
No prolongamento, bem mais animado, a «alma» dos jogadores locais renasceu e a equipa de Valença do Minho voltou a provocar muitas dificuldades. Os algarvios estiveram perto do golo (Toy ameaçou aos 93’) mas a turma de Valença do Minho falhou uma grande ocasião, por Everton, aos 101’.
Até ao final do «tempo-extra», David (114’) e Pendura (tiro à barra, aos 119’), para os locais, e Paulo Sérgio (115’), para os forasteiros, tiveram oportunidades de desfazer a igualdade mas falharam, levando a partida para as grandes penalidades, onde o Valenciano foi melhor.
"Perdemos mas poderíamos ter ganho. Houve alguns lances duvidosos, mas não vou por aí. O que fizemos é mau de mais para ser verdade e dará para tirar algumas ilações", comentou o técnico do Olhanense, Jorge Costa.
Ficha
Estádio Dr. Lourenço Raimundo, em Valença do Minho. Árbitro: Vasco Santos (AF Porto), auxiliado por Alexandre Freitas e Fernando Ferreira.
Valenciano – Vítor Nuno; Ricardinho (Pendura, 71’), Luís Carlos, Hélder Oliveira e Linhares (Nuno Gomes, 46’); Luís Ramos (Vítor Hugo, 46’), Tiago Lenho e Tchocamar; Ruizinho, Everton e Davide. Treinador: Alberto Fernandes.
Olhanense – Ventura; Miguel Garcia, Sandro, Anselmo e Stéphane (Rodrigo Lamardo, 111’); Pietravallo (Guga, 66’), Rui Duarte e Messi; Zequinha (Toy, 72’), Greg Nwokolo e Paulo Sérgio. Treinador: Jorge Costa.
Marcadores: Messi (45+1’), Hélder Oliveira (57’).
Grandes penalidades: Valenciano – Ruizinho, Vítor Hugo, Tiago Lenho e Tchocamar marcaram e Helder Oliveira falhou; Olhanense – Messi e Guga marcaram, Rui Duarte e Paulo Sérgio falharam.
Disciplina: Cartão amarelo a Luís Ramos (12’) Linhares (23’), Anselmo (29’), Rui Duarte (41’), Ricardinho, 45’), Nuno Gomes (62’), Sandro (77’), Everton (85’), Hélder Oliveira (89’), Vítor Nuno (95’), Toy (95’), Paulo Sérgio (99’), Vítor Hugo (120’) e Tchocamar (122’).

























