Depois de um jogo de muitos nervos, uma cabeçada de Toy, aos 76 minutos de jogo, quando o Olhanense já jogava em inferioridade numérica, levou ao rubro as seis centenas de adeptos que viajaram até Gondomar.
A uma jornada do fim, o clube de Olhão festejou o regresso à I Divisão, naquela que será a sua 16.ª presença no convívio com os «grandes», coroando a brilhante época com o título de campeão da Liga Vitalis.
Apesar da importância do encontro, a equipa algarvia não fez um grande jogo de futebol, uma vez que a impaciência sobrepôs-se, deixando o Gondomar, que precisava de triunfar para fugir à descida, superiorizar-se em alguns momentos.
Aos 27 minutos, Hélio, em velocidade, foi travado em falta por Edson, mas no respectivo livre, Bruno Severino rematou ao lado, no lance mais perigoso da primeira metade.
No segundo tempo, o equilíbrio manteve-se durante alguns minutos mas os locais voltaram à carga, com Bruno Severino e Hélio a desperdiçarem duas ocasiões de perigo.
Pouco tempo depois, o camaronês Messi viu o segundo cartão amarelo e foi para os balneários, aparentemente complicando a tarefa à sua equipa… Só que apareceu Toy: aos 76 minutos, o cabo-verdiano cabeceou mais alto e garantiu a vitória.
Até final, Bruno Paixão assumiu o papel de «figura do jogo», expulsando mais dois jogadores algarvios – Djalmir e Guga – e um do Gondomar – Gora Tall. Também Jorge Costa foi expulso, por ter reagido mal a uma atitude de um adjunto dos locais.
Com muito sofrimento à mistura, o tempo foi-se escoando e o Olhanense, que terminou com apenas oito jogadores, acabou por celebrar o triunfo e a subida.
“Ansiava por este final feliz. Não sei se nasci para ganhar, sei é que não gosto de perder. Gostava de continuar”, disse Jorge Costa, lamentando pela situação triste no final do jogo: “Perdi a cabeça em determinada altura. Mas com um grupo destes garanto que os defenderei sempre em qualquer circunstância.”
“O Olhanense merece a festa, por tudo o que fez durante o campeonato. Este campeonato está falseado pelo que se passou no Estoril. Os jogadores do Estoril não treinaram durante a semana inteira e jogaram. Ética não foi levada a sério”, comentou o técnico do Gondomar, Daniel Ramos.
Ficha
Estádio de São Miguel, em Gondomar. Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal), auxiliado por Paulo Ramos e António Godinho.
Gondomar – António Filipe; Alex Garcia (Cícero, 87’), Gora Tall, Buba e Hélio; José Alberto, Carlos Viana (Samson, 81’) e Castro; Fininho (Diogo, 81’), Evandro e Bruno Severino. Treinador: Daniel Ramos.
Olhanense – Bruno Veríssimo; Edson (Messi, 45’), Marco Couto, Anselmo e Stéphane; Castro, Guga e Rui Duarte; Djalmir, Toy (Rui Baião, 77’) e Ukra (João Paulo, 77’). Treinador: Jorge Costa.
Marcador: Toy (76’).
Disciplina: Cartão amarelo para Carlos Viana (9’), Edson (27’), Gora Tall (30’ e 80’), José Alberto (43’), Stephane (50’), Messi (64’ e 71’), Guga (78’ e 90’) Djalmir (78’ e 85’), Cícero (88’). Cartão vermelho para Messi (71’, por acumulação de amarelos), Gora Tall (80’, por acumulação de amarelos), Djalmir (85’, por acumulação de amarelos) e Guga (90’, por acumulação de amarelos). Jorge Costa expulso do banco (90+2’).


























