O Olhanense deixou uma óptima imagem no Estádio da Luz, apesar de ter sido goleado esta quarta-feira, com números exagerados, pelo Benfica (4-1), e de ter ficado sem quaisquer hipóteses de conseguir o apuramento para as meias-finais da Carlsberg Cup/Taça da Liga.
Os algarvios até inauguraram o marcador, aos 12 minutos, mas permitiram que os «encarnados» dessem a volta ao marcador ainda na primeira parte – apesar da grande exibição dos forasteiros! – e selassem o triunfo na segunda metade, com mais dois golos, o último dos quais de grande classe, por Di Maria.
Com este sucesso na 2.ª jornada desta fase, o Benfica manteve a primeira posição do Grupo C, com 6 pontos, seguido do Belenenses, com 4. O Olhanense vai tentar chegar ao 3.º lugar no duelo do próximo domingo com o Vit. Guimarães.
O jogo entre os líderes das competições profissionais do futebol nacional começou em alto ritmo e assim se manteve durante toda a primeira parte, mas Bruno Veríssimo foi o primeiro a destacar-se, com duas boas intervenções a remates de Cardozo (5’) e Katsouranis (10’).
Contudo, seria o Olhanense a abrir o activo, praticamente na primeira incursão ofensiva (12’): Bruno Mestre rematou, Moretto defendeu para a frente e o avançado brasileiro Djalmir foi mais rápido do que o compatriota Luisão para finalizar na cara do guardião benfiquista e festejar com os dois mil adeptos que viajaram de Olhão.
Jorge Costa cumpriu a promessa e colocou o seu conjunto a jogar «olhos nos olhos» com o «grande» lisboeta: aos 18’, o dianteiro dos algarvios esteve perto de ampliar a vantagem, mas cabeceou ao lado após cruzamento de Rui Duarte.
Em desvantagem, o Benfica acelerou e acabaria por dar a volta «ao texto» em apenas quatro minutos: Nuno Gomes igualou aos 25’ e Jorge Ribeiro aumentou aos 29’, na sequência de um livre directo em que a bola passou por debaixo da barreira e enganou Bruno Veríssimo.
Mas o Olhanense respondeu com um belíssimo período de bom futebol, mostrando atributos na posse de bola: no último quarto de hora da primeira parte, «encostou» o Benfica à sua grande área e só não marcou por manifesta infelicidade.
Nas duas ocasiões mais flagrantes, aos 36’, Toy, isolado por Djalmir, permitiu a defesa de Moretto, enquanto o «goleador» dos algarvios esteve perto do bis aos 41’ – aproveitou má intercepção de Jorge Ribeiro para se isolar mas atirou às malhas laterais.
Os «encarnados» voltaram a entrar bem no reinício do jogo, desperdiçando algumas oportunidades antes de chegar ao terceiro golo: Cardozo obrigou Bruno Veríssimo a uma grande defesa (51’), Reyes atirou ao poste (57’) e Fellipe Bastos viu o seu remate ser cortado por Javier Cohene em cima da linha (61’).
O Olhanense, apesar de continuar a trocar bem a bola com intenções atacantes, caiu de produção na segunda metade (um contra-ataque mal definido por Toy, aos 57’, foi o lance de maior perigo), ainda mais depois de Sidnei avolumar o marcador, com um cabeceamento certeiro, entre os centrais forasteiros (61’).
A turma de Olhão continuou até final de cabeça levantada, a lutar por diminuir a vantagem (Jorge Costa até juntou Moses a Djalmir no ataque), mas sem a qualidade demonstrada no primeiro tempo.
A dois minutos do fim, Di Maria pegou na bola na esquerda, dentro da grande área, ultrapassou um adversário e fez um «chapéu» ao guardião algarvio, num golo que mereceu aplausos do seu seleccionador, Diego Maradona, presente no Estádio da Luz.
O golo do argentino colocou um «ponto final» no encontro, que terminou com números muito pesados face à excelente réplica do Olhanense, que nunca se «encolheu» e deixou boa imagem num grande palco…
Ficha
Estádio da Luz, em Lisboa. Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira), auxiliado por Sérgio Lacroix e Nelson Moniz.
Benfica – Moretto; Miguel Vítor, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Fellipe Bastos (Ruben Amorim, 68’), Katsouranis, Carlos Martins (Maxi Pereira, 80’) e Reyes (Di Maria, 63’); Nuno Gomes e Cardozo. Treinador: Quique Flores.
Olhanense – Bruno Veríssimo; João Gonçalves, Marco Couto, Javier Cohene e Stéphane; Rui Baião, Bruno Mestre e Rui Duarte (Moses, 82’); Toy (Rodrigo Lamardo, 75’), Djalmir e Ukra. Treinador: Jorge Costa.
Marcadores: Djalmir (12’), Nuno Gomes (25’), Jorge Ribeiro (29’), Sidnei (61’) e Di Maria (88’).
Disciplina: Cartão amarelo para Djalmir (14’), Rui Duarte (27’), Ukra (43’) e Miguel Vítor (86’).

























