Um empate caseiro (0-0) com a Un. Leiria não afastou o Olhanense da liderança da Liga Vitalis em futebol e do título oficioso de “campeão de Inverno” da prova.
Os algarvios acabaram o ano de 2008 com um nulo, obtido graças à eficácia defensiva dos forasteiros, que “fecharam” todos os caminhos para a baliza de Fernando.
Ainda assim, o Olhanense manteve o 1.º lugar porque o Santa Clara também escorregou, seguindo a um ponto do líder isolado. Curiosamente, a próxima ronda, a 4 de Janeiro, coloca frente-a-frente, nos Açores, os dois primeiros classificados.
Na primeira metade do jogo, assistiu-se a uma partida de ritmo lento e sonolento, contribuindo para que os adeptos lamentassem o tempo mal gasto a ver duas equipas sem “chama”.
Os forasteiros criaram algum perigo em livres directos (Pateiro, 15’, e Luiz Carlos, 19’), a que os locais responderam por intermédio de Ukra que, aos 20’, finalizou uma boa jogada pela direita com um remate em jeito para defesa do guardião leiriense.
No arranque da segunda metade, o Olhanense surgiu com outra disposição e Castro até atirou ao poste (48’), antes de João Pedro definir mal um contra-ataque rápido em que surgiu isolado, com um passe para um adversário (52’).
A turma da casa manteve a pressão e esteve novamente perto do golo, aos 58 minutos, quando Mamadou interceptou um cruzamento de Toy e quase traía Fernando.
Na verdade, esta foi mesmo a última oportunidade do encontro para a equipa de Jorge Costa, que arriscou ao terminar o encontro com apenas três defesas, mas o ascendente dos locais não teve resultados palpáveis.
O domínio algarvio foi inconsequente e a bola perdeu-se por diversas vezes na “muralha” defensiva forasteira, que desceu as linhas na segunda metade e só se preocupou em defender o empate.
Aos 79 minutos, Luiz Carlos viu, de forma algo exagerada, o cartão vermelho mas nem mesmo em inferioridade numérica a Un. Leiria perdeu discernimento e espírito de equipa.
E a turma orientada por Manuel Fernandes – agora na zona perigosa da tabela – até sonhou com a vitória quando, ao terceiro minuto de descontos, Pedro Cervantes atirou de meia-distância, em jeito, e Bruno Veríssimo “sacudiu” para canto.
O técnico do Olhanense, Jorge Costa, ficou insatisfeito com o empate, lamentando a postura defensiva do adversário. “Não era o resultado que queríamos.”
“Foi um jogo de sentido único do primeiro ao último minuto, contra uma equipa que dificultou bastante o futebol que gostamos e sabemos praticar”, disse o treinador, para quem “a luta desesperada pelos pontos em detrimento dos bons espectáculos” não respeita quem paga para ir ao futebol.
“Estou cada vez mais convencido de que poucas são as equipas que, tanto em casa como fora, discutem o jogo pelo jogo. Nós prometemos que, tal como temos feito até aqui, vamos continuar a fazê-lo”, comentou ainda.
Por seu lado, o treinador da União de Leiria deu os “parabéns” aos seus jogadores, “que foram extraordinários”.
“Quando o líder – que não o é por acaso – não consegue criar ocasiões, isso é excelente”, acrescentou, sobre um “jogo equilibrado, com ascendente do Olhanense”.
Ficha
Estádio José Arcanjo, em Olhão. Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre), auxiliado por José Braga e Luís Tavares.
Olhanense – Bruno Veríssimo; João Gonçalves, Marco Couto (Moses, 81’), Javier Cohene e Stéphane; Rui Baião (Messi, 64’), Castro e Rui Duarte; Toy (Guga, 68’), Djalmir e Ukra. Treinador: Jorge Costa.
União de Leiria – Fernando; Paulo Vinicius, Mamadou, Luís Carlos e Patrick; Tiago, Marco Soares (Khalfaoui, 59’), Pateiro (Cássio, 77’) e Pedro Cervantes; João Pedro e Maciel (Luís Manuel, 69’). Treinador: Manuel Fernandes.
Disciplina: Cartão amarelo para Pedro Cervantes (16’), Rui Baião (18’), Marco Soares (30’), Javier Cohene (67’), Fernando (79’) e Guga (90+2’). Cartão vermelho para Luís Carlos (79’, directo).


























