Os músicos da Orquestra do Algarve (OA) reivindicam aumentos salariais superiores 80 por cento bem como a entrada no quadro, mas a direcção diz que semelhante proposta implica “a extinção da orquestra”.
A notícia avançada esta sexta-feira pelo jornal Público dá conta de que a OA estará à beira da falência, e que a ruptura total será inevitável ao aceitar as reivindicações dos músicos, pelo que em assembleia geral da Associação Musical do Algarve (AMA) – entidade gestora da OA - chumbou a proposta.
Ao matutino o presidente da AMAL – Associação de Municípios do Algarve, Macário Correia, que integra com o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, a comissão negociadora que está a tentar resolver o problema, já reagiu e reforçou que a proposta não tem qualquer viabilidade.
O responsável diz mesmo que se não tivesse visto por escrito não acreditava no aumento salarial proposto pelos músicos, que considera “absurdo”, salientando que os músicos exigem ainda “alojamento em hotéis, no mínimo de quatro estrelas e um ano de férias em cada período de três anos de trabalho”.
Os problemas não são novos com falta de pagamento de subsídios de férias, trabalho suplementar e questões ligadas ao tipo de vínculo laboral, o que já levou os músicos a entrarem pela via judicial, mas num primeiro momento de negociações os processos foram suspensos, sendo que segundo escreve hoje o Público, “agora as posições extremaram-se, e o caso segue para tribunal”.
No entanto, o advogado dos músicos, Messias Carvalho, disse que os músicos “estão dispostos a abrir muito a mão, mas mesmo muito, relativamente àquilo que pediram”.
Segundo o contrato estabelecido com o Governo a OA só terá financiamento do Ministério da Cultura até 2009, data a partir da qual a administração terá de encontrar formas de sustentabilidade na venda de concertos e angariação de patrocínios.



























