A fábrica da Unicer em Loulé está a ser cobiçada por vários compradores. A notícia é avançada pela Lusa, que ouviu fonte da Unicer dizer que a empresa está a analisar as propostas. Mas a autarquia louletana recusa especulação imobiliária.
Recorde-se, a unidade que fabricava cerveja Cristal encerrou em Outubro último. Alegou reestruturação interna para o fazer. Dos 60 trabalhadores apenas dois quiseram ser integrados noutras unidades no país. Os restantes estão no fundo de desemprego.
Localizada em área privilegiada, próximo da Via Infante e do futuro Aeródromo do Algarve, o terreno com cerca de 14 hectares tem suscitado interesse por parte de vários compradores, mas a autarquia, salienta a Lusa, sonha que a cerveja Marina.
Ou seja, quando a fábrica foi formada em 1969, antes de ser Unicer, chamava-se Imperial, e produzia a cerveja algarvia Marina, entretanto relançada pela Sonae e à venda apenas nas superfícies do grupo.
A Marina foi produzida em Loulé até 1982. Actualmente é feita em qualquer das unidades da Unicer. Mas o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, não esconde o desejo de que a marca volte a ser produzida no Algarve.
“É uma cerveja mais limitada e com uma produção menor, pelo que poderia ser produzida novamente em Loulé”, disse o edil à Lusa, salientando que lhe daria gosto assistir a esse “reavivar de memória”.
O autarca observa que também na câmara "têm aparecido interessados” a saber o que está edilidade disposta a adjudicar para ali, mas que até agora não apareceu ninguém a questionar o uso do solo para fins imobiliários.
Construção imobiliária é que o autarca não diz que irá permitir. Para Seruca Emídio faria todo o sentido nascer algo que traga “mais valias” em termos de emprego para a zona, já que se trata de uma zona industrial.

























