Sergi Bruguera sagrou-se vencedor da sétima edição do Vale do Lobo Grand Champions Caixa Geral de Depósitos, depois de levar de vencida o tenista brasileiro Fernando Meligeni pelos parciais de 6-1 e 6-4.
Perante uma plateia praticamente repleta, o encontro decorreu num nível que não é, seguramente, para tenistas da categoria de veteranos, curiosidade a que não será alheia o facto de se terem defrontado, nesta final, os jogadores mais novos em prova, ambos com 36 anos.
O tenista brasileiro, que entrou no court sorridente e bem disposto, como é seu timbre, tinha anunciado na conferência de imprensa do dia anterior que Bruguera – já vencedor em 2007 dos torneios de Barcelona, Roma e Hamburgo –, não iria “continuar imbatível” para sempre.
As pretensões que teria esfumaram-se, porém, pelo ritmo fortíssimo imposto pelo tenista espanhol – n.º 1 do ranking de veteranos –, sendo cilindrado no primeiro set por um esclarecedor 6-1.
No segundo, o brasileiro pareceu ter voltado ao jogo, mas Bruguera manteve o seu jogo sóbrio e ofensivo, não dando tempo ao seu adversário para aplicar o seu ténis acutilante e tecnicista e disparando ases atrás de ases, com o que conseguiu alcançar o segundo set por 6-4.
A boa disposição, essa, permanecia. Meligeni brincava com os ases que sofria repetidamente e fazia rir o público, dialogando constantemente com a assistência e enviando recados ao adversário.
Depois de uns repetidos toques na bola de ténis com os pés e tal como no jogo de ontem, mais recados para Scolari, presente na bancada, com a promessa do número de telemóvel, para facilitar a possível convocatória, disponibilizando-se: “Jogo onde o ‘mister’ quiser”.
“Estou surpreendido com o nível do meu jogo. Creio mesmo que estou a jogar melhor agora do que quando me retirei do circuito profissional”, disse Bruguera, que arrebatou o seu quarto título de 2007 no BlackRock Tour of Champions.
“Hoje, saiu-me tudo bem. Melhor era impossível. Aqui, posso arriscar mais e fazer coisas que não fazia como profissional. Então era mais conservador”, acrescentou o espanhol, que considerou esta semana no Algarve “memorável”.
Meligeni foi irónico na hora de comentar a derrota: “Mas ele é veterano?”, questionou. “Podia estar a jogar no circuito ATP com os primeiros do ‘ranking’ sem quaisquer problemas”, sublinhou.
“Nesta final, estive muito longe de ser um adversário capaz de dar luta. Ele joga a um nível muito superior”, concluiu.
Pioline em 3.º lugar
O francês Cèdric Pioline classificou-se em terceiro lugar na prova algarvia, depois de derrotar Thomas Muster, por 6-4, 2-6 e 10-7 no “champions-tie-break”.
Pioline conquista o último lugar do pódio na primeira vez em que participou no torneio da Premier Sports, enquanto Muster repete o quarto lugar de 2006.
“É sempre bom terminar um torneio com uma vitória. O mais importante foi ter-me sentido bem e jogado um bom ténis durante a semana toda”, disse o francês.
Já Muster, visivelmente cansado, afirmou que o encontro foi “mais de terror do que um jogo”. “Jogámos muito bem e dei tudo o que tinha”, acrescentou.
Antes da final, realizou-se um encontro de exibição de pares, com a participação do talentoso Mansour Bahrami, que animou a plateia com um conjunto de "números" hilariantes.
O iraniano e o equatoriano Andrés Gomez venceram Chris Wilkinson e Anders Jarryd por 6-4, num encontro marcado pela vontade dos quatro elementos em campo para fazer rir a assistência.
Entre a plateia, voltou a ver-se o seleccionador nacional, mas também um rol de outras figuras da sociedade, como o humorista Herman José, o ex-seleccionador nacional António Oliveira, o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara, Ricardo Carriço ou Carla Matadinho, entre outras.
Edgar Pires/Pedro Guerreiro



























