A ASFIC - Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ, tenciona processar jornalistas ingleses que têm levantado suspeitas sobre os investigadores portugueses em casos anteriores ao de Meddie, como o Caso Joana.
O assunto deve-se ao facto dos nos últimos dias os jornais ingleses terem pegado no Caso Joana, menina que desapareceu da aldeia da Figueira em 2004, sendo que o seu corpo nunca apareceu, mas mãe e tio acabaram condenados, dando a entender que o processo correu de forma irregular, e que mãe e tio de Joana terão sido obrigados a confessar um crime por via da força (ver notícia relacionada).
O jornal Público publica hoje declarações do secretário-geral da ASFIC, Carlos Garcia, que confirmou terem sido entregues aos serviços jurídicos da PJ os trabalhos jornalísticos que levantavam suspeitas.
O responsável diz que as "críticas da imprensa inglesa são mesquinhas, porque não correspondem à realidade". E acrescenta que “há mais desaparecimentos em Inglaterra do que em Portugal que culminam em homicídios”, e que essa linha também “é tida em conta desde o início em Inglaterra”.
No entanto o inspector da Polícia Judiciária mais visado pelos jornais ingleses, Gonçalo Amaral, que chefiou a investigação do Caso Joana, desvaloriza as notícias da imprensa britânica.
“Não dou qualquer importância a isso. Tenho a consciência tranquila e a convicção que estamos todos a fazer um bom trabalho”, afirmou o inspector à Lusa, considerando que a imprensa inglesa “tem necessidade de colocar alguém em causa” e, neste caso concreto, “escolheram os policiais portugueses”.


























