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Das actividades tradicionais desenvolvidas na Costa Vicentina e no Sudoeste Alentejano, a pesca artesanal é talvez a que melhor reflecte a adaptação da população ao espaço e ao meio em que se insere, da qual depende também uma boa parte da população.
O pescado, pela qualidade que possui assim como pela sua especificidade - destaque para o sargo, o rebelo, a dourada, o percebe, a lagosta e a moreia – e pela crescente procura de que é alvo, justifica passar a ter uma certificação de originalidade, da costa donde provém bem como da sua reconhecida qualidade.
Deste modo, justifica a autarquia, que a certificação de pescado desta zona constituiria “uma referência para o apanhador e para o consumidor”, assim como “um incentivo à manutenção das actividades tradicionais, com uma maior dignificação da actividade bem como uma preciosa ajuda na divulgação de medidas técnicas e de gestão destes recursos junto da comunidade piscatória e do publico em geral”.
Este é, portanto, o tema central do seminário proposto pela Câmara Municipal de Aljezur, Associação de Mariscadores da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano e Associação de Pescadores do Portinho de Arrifana e Costa Vicentina, que se realizará nos próximos dias em Aljezur, em que na defesa e análise da implementação desta media, para além dos organizadores, estarão docentes das Universidades do Algarve e de Évora, e representantes do Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas e da Divisão de Promoção dos Produtos de Qualidade.
O encerramento deste seminário, que se realizará no dia 5 de Julho, a partir das 14:00 horas no Auditório da Escola EB 1 / JI de Aljezur, será presidido pelo Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, esperando os aljezurenses que esta iniciativa seja determinante para a desejada certificação dos Produtos da Pesca da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.
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