Mendes Bota manifestou esta noite o seu apoio a Pedro Passos Coelho, comparando a sua dedicação ao partido e a simplicidade com que faz política com as de Marcelo Rebelo de Sousa.
O dirigente do PSD/Algarve, que há dois anos apoiou Santana Lopes à liderança do partido, recordou os muitos quilómetros que tem feito com Passos Coelho na preparação da atual corrida à presidência, sempre com o candidato ao volante, e comparou essa simplicidade no empenho partidário à que Rebelo de Sousa demonstrava.
“Conheço alguns muito empinados que não vão a lado algum sem ser com motorista pago por alguém ou pelo partido”, acrescentou, na sua intervenção no congresso do PSD.
Elogiando o percurso pessoal, profissional e político de Passos Coelho, Mendes Bota considerou que “não é daqueles que caem de para-quedas num lugar governamental”.
“Doutora Manuela [Ferreira Leite], não basta ter-se razão e estar-se coberto de ética de cima abaixo se não se transmite felicidade”, disse, considerando que apesar dos quatro candidatos à liderança serem sérios “alguém tem de ser escolhido para transmitir uma imagem de esperança”.
Mendes Bota lançou algumas críticas à forma como tem decorrido um congresso “feito para dar vozes às bases sem que estas tenham falado até à interrupção para jantar”.
Jaime Soares, histórico presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, disse apoiar Paulo Rangel, até porque “o tempo não é posto a não ser na tropa” – uma resposta às críticas lançadas ao eurodeputado por ser um filiado recente no PSD.
“Há que escolher um líder que restitua a confiança aos portugueses”, considerou.
Luís Gomes, presidente da câmara de Vila Real de Santo António, criticou o facto do PSD ter ficado pela “alta política” e não ter conseguido chegar aos problemas reais das pessoas”.
“Temos que ter um país onde a população tenha confiança na sua administração”, defendeu Luís Gomes, que manifestou o apoio a Paulo Rangel porque o PSD precisa de “ter um líder com perfil de formador, humanista e solidário”.
Carla Barros, deputada eleita pelo círculo do Porto, manifestou o seu apoio a Aguiar-Branco, “líder que garante união e valores - e é disso que os portugueses precisam”.
“Os jovens precisam de si para que recuperarmos o valor e a esperança”, afirmou, considerando que “o PSD não pode optar por uma política de propaganda, de show off, que vise o agrado das clientelas mas sim seguir politicas de seriedade, nem que para isso não possa agradar a gregos e a troianos”.
“Quero para o PSD um líder que saiba garantir uma dimensão social do estado, que saiba mudar e trabalhar com todos e com a força de todos”, acrescentou.



























