Um golo de Toy, no minuto 90, deu este domingo a terceira vitória da época ao Olhanense, na recepção ao Nacional, em jogo da 18.ª ronda da Liga Sagres, afastando os algarvios dos últimos lugares.
A equipa de Olhão esteve sempre «em cima» dos madeirenses durante a maior parte do tempo, criando algumas boas ocasiões – com excelente reacção do adversário –, e acabaria por chegar ao golo no último minuto do tempo regulamentar, numa altura em que jogava em superioridade numérica.
O Olhanense ultrapassou o Vit. Setúbal na tabela, somando 17 pontos, enquanto o Nacional registou a quarta derrota consecutiva, mantendo-se contudo dentro da «corrida» pelo acesso à Liga Europa.
A entrada forte dos algarvios proporcionou dois remates por cima nos três minutos iniciais, antes de o jogo ter passado a uma certa toada de equilíbrio e estudo, que os homens de Olhão sacudiriam a partir dos 15 minutos.
Aproveitando a maior posse de bola, o Olhanense mostrava-se mais no meio-campo contrário, conduzindo a maior parte das suas acções ofensivas pelo flanco direito, com Castro e a dupla de extremos, Ukra e Paulo Sérgio (a rodar entre si a presença em cada ala), em bom plano.
Os dois jogadores do FC Porto tentaram de longe – Castro aos 20’ e 29’ e Ukra, de livre directo, aos 41’ – mas seria Djalmir a ter a melhor oportunidade, com um cabeceamento para fora (35’).
O Nacional, por seu lado, optava por um futebol mais seguro, o que lhe permitiu chegar com perigo à baliza de Ventura em duas ocasiões, mas Edgar Silva (18’) e Pedro Oldoni (24’) desperdiçaram as duas tentativas, ambas de cabeça.
A equipa da Madeira teve uma boa entrada após o intervalo – Oldoni (48’) e Halliche (52’), outra vez de cabeça, «cheiraram» o golo – e parecia estar a controlar o encontro, face à menor produtividade ofensiva algarvia.
Mas o momento do encontro, aos 64 minutos, acabaria por dar a volta ao «texto»: Rui Duarte isolou Yazalde, que acabaria por ser travado por Felipe Lopes à entrada da área, com Duarte Gomes a punir o jogador «alvinegro» com a expulsão.
A situação de superioridade numérica renovou a fé dos algarvios, que partiram em busca da vitória com mais coração do que razão, permitindo uma boa oportunidade a Pecnik (86’), já depois de Yazalde ter cabeceado por cima (74’).
Em cima do minuto 90, a pressão final deu frutos: na segunda vaga do primeiro canto conquistado pelo Olhanense na segunda parte, a bola sobrou para Rui Duarte, que cruzou para a cabeçada de Toy ao primeiro poste, levando ao delírio os 2700 adeptos «rubronegros».
“Foi um jogo muito difícil, o que não foi surpresa para nós. Em termos exibicionais, pode não ter um jogo bem conseguido da nossa parte, por mérito do Nacional, mas mostrámos humildade e inteligência a defender, procurando sempre o ataque”, comentou Jorge Costa.
“Nos últimos minutos, em superioridade numérica, arriscámos mais um pouco e e acabámos por conquistar os três pontos de forma feliz, mas também como justo prémio por toda a época que estes jogadores têm feito. Chegou hoje a nossa felicidade”, acrescentou o técnico.
Por seu lado, Manuel Machado elogiou as duas equipas: “Foi uma boa tarde de futebol, com duas equipas a jogar futebol aberto. A grande pecha do jogo é que merecia mais golos, independentemente de quem marcasse, pela atitude das duas equipas.”
“Depois de uma primeira parte em que estivemos mais maduros e seguros nos processos, na segunda metade a expulsão revelou-se determinante e o catalisador para o Olhanense ir à procura do golo, criando situações embaraçosas para nós e acabando por marcar”, frisou.
Ficha
Estádio José Arcanjo, em Olhão. Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa), auxiliado por Venâncio Tomé e José Lima. Assistência: 2726 espectadores.
Olhanense – Ventura; João Gonçalves, Tengarrinha, Miguel Ângelo e Carlos Fernandes; Rui Baião (Delson, 61’), Castro e Rui Duarte; Ukra, Djalmir (Yazalde, 61’) e Paulo Sérgio (Toy, 72’). Treinador: Jorge Costa.
Nacional – Rafael Bracalli; Patacas, Halliche, Felipe Lopes e Nuno Pinto; Cléber (Pecnik, 53’), Leandro Salino, Luís Alberto e João Aurélio; Pedro Oldoni (Tomasevic, 66’) e Edgar Silva (Anselmo, 61’). Treinador: Manuel Machado.
Marcador: Toy (90’).
Disciplina: Cartão amarelo para Djalmir (34’), Nuno Pinto (40’), Rui Duarte (50’), Tengarrinha (62’), Yazalde (82’) e João Aurélio (84’). Cartão vermelho directo para Felipe Lopes (64’).

























